Cores de verão

Julho 3, 2009

Esta combinação de cores, entre os amarelos e verdes luminosos, vai ser um quilt de verão a apetecer olhar nos dias quentes e luminosos. Não vou dizer que é uma trabalho para o fim de semana, porque de facto vou ter pouco tempo para a costura…

Domingo, estarei na Feira do Jardim da Estrela, naquela que será a minha última participação até Outubro.

Apareçam, venham passer ao jardim e aproveitem para me visitar! Eu agradeço ;)


ainda a FIA

Julho 1, 2009

Uma das minhas paragens anuais obrigatórias é o artesanato indiano, pois claro.

Mas sou uma cliente difícil, de ideias feitas e gostos definidos. Já vi muita coisa para me deixar encantar à primeira, já trabalhei muitos anos com esse tipo de artigos e tenho os meus fornecedores habituais ;)

Além das pulseiras baratas de pechisbeque, que fazem as delícias da Matilde, os têxteis (mais uma vez…) são sempre uma paragem obrigatória. Mas na maioria das vezes aquilo que procuro não está à vista e é preciso que o vendedor vá abrir uns caixotes ali fechados a um canto.

Desta vez trouxemos para casa uma nova colecção de almofadas, descobertas no meio do lixo-sintético-descaracterizado-e-mal-feito. São 100% algodão, com tecidos florais muito bonitos e coloridos, e totalmente pespontadas à mão. Ficam lindamente ao pé das primeiras almofadas simples que fiz…

… e fazem lembrar em muito estas mantas e estas almofadas da Rie Elise Larsen.

Além das almofadas, as nossas compras limitaram-se a um Toran novo/velho para a Matilde, que o Tobias já tem um desde que nasceu.

Os Torans são uma peça que sempre gostei, como tal como tantas outras coisas, cuidado com as imitações!

Há-os por aí muito feios e bordados à máquina, com tecidos e linhas duvidosos, até mesmo com elementos estranhos à iconografia tradicional indiana. Os verdadeiros, bordados à mão, com linhas que desbotam com a lavagem e imperfeições próprias de uma peça única e feita à mão, são cada vez mais difíceis de encontrar pelas terras europeias. Cada vez que deito mãos a um assim, fico como uma criança com um brinquedo novo.

E por falar em brinquedos novos, atenção aos futuros visitantes da FIA (já que eu, ao contrário da Rosa, não posso lá voltar): no pavilhão internacional há um pequeno stand com brinquedos de corda muito originais, bem feitos e bonitos, que farão certamente as delícias de pequenos e grandes :)


artesanato(s)

Julho 1, 2009

Fomos à Fil. Aproveitando outros afazeres em Lisboa, visitámos a FIA quando mais gosto: durante a semana e no início do certame.
A FIA é uma feira que conheço bem, por dentro e por fora, que desde há uns anos faz parte do nosso roteiro do início de verão. É com muito agrado que a visito todos os anos e noto melhorias a cada visita.
O pavilhão internacional, que era sem dúvida o mais apelativo, exótico e inovador, está no entanto cada vez mais caótico, barulhento, confuso e mais preenchido com “lixo made-in-china” do que propriamente artesanato. É cada vez mais difícil para o visitante mais incauto e expectante de distinguir o que é genuíno do que é imitação…
Felizmente que há honrosas excepções, é claro, e as minhas paragens anuais habituais mantêm-se inalteradas.
Este ano, fui agradavelmente surpreendida com um novo espaço de artesanato tibetano, que ao contrário do que seria de esperar não me preencheu a vista pelas pratas e bronzes, mas sim com uma maravilhosa tapeçaria/patchwork…


Esta peça era feita com tecido de lã, liso e às riscas, que foi posteriormente transformado em patchwork. Uma maravilha. Demasiado caro para a minha bolsa, senão teria certamente vindo comigo para casa.
É curioso que este trabalho lembra e muito alguns dos trabalhos mais antigos do Kaffe Fassett, elaborados com os tecidos riscados da sua colecção, visíveis no Passionate Patchwork:


Apesar de eu não reconhecer este tipo de estética como tradicionalmente tibetana ou nepalesa, também não me pareceu de todo estranho ou desaquado o trabalho têxtil que vi como sendo artesanato tibetano.
Claramente que o Kaffe tem muitas influências orientais, como ele próprio afirma em vários livros e artigos, e esta peça também o demonstra, penso eu.

Quanto ao Pavilhão nacional, a cada ano que passa fico mais satisfeita.

Há uma clara aposta na melhoria da estética do produto nacional, e apesar de muita coisa duvidosa há exemplos excepcionais do que melhor se faz em Portugal, no que a artesanato diz respeito.
Não me demorei tanto quanto gostaria, e é certo que o meu olho está viciado para reparar mais numas coisas do que noutras, por isso a minha opinião é meramente pessoal e subjectiva quando destaco obras têxteis como as minhas favoritas.
Foi com agradável surpresa que me deparei com a exposição Fios Formas e Memórias na entrada do pavilhão do artesanato português, onde havia destaque justo, merecido e bem executado ao têxtil nacional.
Uma prova de que o artesanato tradicional têxtil não está enfermo, mas sim com capacidade para voltar em toda a sua força.


Para terminar, destaco este painel de patchwork, com direito a prémio, elaborado por uma artista estrangeira radicada no Algarve, da qual já tive a oportunidade de ver várias vezes o trabalho ao vivo:


Não é propriamente o meu estilo/género de patchwork, mas não posso deixar de reconhecer que é um trabalho muito bem executado e com qualidade inquestionável.
Fica a vontade de lá voltar, com mais tempo ;)


far far away

Junho 26, 2009

A princesa e a ervilha sempre foi uma das minhas histórias favoritas desde sempre.

Lembro-me de ter em casa uma edição dos contos de Hans Christian Andersen muito velhinha e com a capa muito gasta, e de esse conto ter sido das primeiras coisas que aprendi a ler. Fascinava-me todo aquile imaginário e delicadeza da princesa, que conseguia sentir uma ervilha (e ficar cheia de nódoas negras) debaixo de uma pilha de colchões.

Quando vi que a Heather Ross, autora de alguns dos meus tecidos favoritos, ía fazer uma colecção inspirada neste imaginário das princesas de reinos distantes, fiquei ansiosa por deitar as mãos a estes tecidos.

São ainda mais bonitos do que parecem nas imagens, é mesmo verdade. Além de que o facto de serem em “double gauze” lhes dá um toque macio absolutamente inacreditável. São perfeitos para roupa.

Depois de uma semana para fazer 6 peças de roupa, nos intervalos de todas as outras (muitas) coisas que tive para fazer, tenho finalmente na Dressing Fairytales uma mini-colecção com estes tecidos: 3 saias e 3 t-shirts. E estou muito contente com o resultado :) Espero que gostem!


quilting friday

Junho 26, 2009

Afinal não o acabei no sábado/domingo, mas sim ontem.

Apesar de não serem as minhas cores habituais, gosto mesmo muito deste quilt. Aliás, uma das razões que me levou a fazê-lo foi precisamente “descansar” um pouco das cores fortes e padrões infantis que uso com mais frequência. Sabe-me bem quando saio da minha zona de conforto, no que a cores e tecidos diz respeito.

E os tecidos?… São da colecção “Fiona” da Anna Griffin. Na retrosaria há este e este padrão disponível. Usei um charm pack e 3 meios metros diferentes para fazer o top. Na parte de trás usei um tecido japonês com florinhas em fundo rosa velho, que já tinha há muito tempo no meu stash. O debrum, são bolas Kaffe Fassett.

Usei um padrão simples – triângulos cortados de meios quadrados, dispostos aleatoriamente, tendo como base de fundo o mesmo tedico. Depois apliquei uma grande cercadura com os três tecidos diferentes.

Pespontei tudo à máquina, como habitualmente faço.

Está pendurado na sala a ser admirado com as várias luzes ao longo do dia, mas estará disponível na loja, ou através de um email.

Amanhã, vou estar na Feira do Príncipe Real, em Lisboa. Não é feira que faça com frequência porque nunca estou disponível quando se realiza. Por isso, apareçam para me visitar e convencer a voltar mais vezes :)


s.joão

Junho 25, 2009

Ontem fomos passear em família (alargada) e celebrar o S.João.

Os primos mataram saudades, as primas também, comemos sardinhas, comprámos rifas, vimos as marchas e apanhámos rosmaninho.

E gostámos! :)


malas e sacos

Junho 24, 2009

As malas e sacos são acessórios indispensáveis para mim. Como qualquer mulher, principalmente mãe de filhos, ando sempre cheia de tralhas e coisas atrás. Por muito que simplifique no conteúdo da minha mala/saco, acabo sempre por ter inúmeras “coisas” como pacotes de açucar, lenços de papel, bonecos, surpresas dos ovos kinder, colheres de plástico, peças de lego,toalhitas, lápis e canetas, livros, blocos… eu sei lá! Tudo o que os miudos se lembrarem de mandar lá para dentro.

Daí que as primeiras malas que fiz terem resultado de uma necessidade própria. Estas que aqui mostro hoje também.

Precisava de uma mala prática, mas suficientemente robusta para levar o computador comigo. Não gosto das tradicionais malas de computador e os meus sacos habituais, que me acompanham todos os dias, pareciam-me pouco robustos para levar o computador. Então, lembrei-me de acolchoar um saco normal, com o mesmo batting que uso nas mantas de patchwork, e pespontá-lo de maneira a que ficassse mais robusto e conchegante para levar o computador.

Em relação ao tecido, achei que era uma boa altura para usar alguns dos “cheating fabrics” que tenho vindo a coleccionar. O “cheating fabric” é um tecido 100% algodão para quilting, que é estampado com patchwork. Há exemplos belíssimos um pouco por toda a parte, apesar de não se encontrarem nas lojas com tanta facilidade. ( a Retrosaria neste momento tem este padrão em stock e a Volksfaden tem este e este).

Para embelezar a mala, usei uma flores de crochet (do Ikea!) e juntei um botão artesanal de cedro, que podem encontrar na loja da Virgínia.

Fiquei tão contente com o resultado, que fiz mais estas 3 para a loja. Espero que gostem :)


zigzag quilt

Junho 22, 2009

Está pronto e a caminho do seu destino!

Este foi sem dúvida o maior desafio que já tive, em termos de encomendas à medida. Não só pela dimensão física (tem 1,40m x 2,25m) mas pelo trabalho, demorado, lento e repititivo que significou.

As dificuldades foram várias no corte e execução e não terminaram com a peça completa, o maior desafio ainda estava por vir: fotografar este quilt convenientemente… O tamanho não ajudou a essa tarefa e, acreditem, é MESMO muito mais apelativo ao vivo do que nas imagens que consegui com muito custo.

Mas não menos gratificante por causa diso!

Claro que tive de intercalar este trabalho com outros mais práticos e imediatos, senão a minha sanidade mental teria ficado seriamente comprometida, se toda a minha atenção tivesse apenas focada nesta peça, desde que a comecei há 2 meses atrás. Esse é um dos conselhos que costumo dar às alunas de patchwork: fazer mais do que um projecto ao mesmo tempo às vezes ajuda a focar a atenção (por incrível que pareça!) e ajuda a ultrapassar frustrações decorrentes de um trabalho em construção.

Sim, porque as frustrações fazem parte do trabalho, sem dúvida ;)

Neste quilt, efectuado com 432 triângulos – o meu recorde absoluto nesta forma geométrica – foram várias as vezes que usei o descosedor, esse grande aliado da costura…

Resta-me dizer que foi elaborado à “maneira portuguesa”, ou seja, o patchwork está acolchoado directamente a uma colcha de algodão, sem ter mais tecido da parte de trás. Foi acolchoado à máquina a realçar o efeito “zigzag”.

Os tecidos foram escolhidos pela sua destinatária, com ligeiras alterações propostas por mim, e são todos da Retrosaria.

Começo assim a semana com uma sensação de trabalho cumprido, e cheia de garra e vontade para agarrar outros projectos. Assim haja tempo ;)


trabalho de casa

Junho 19, 2009

A semana foi cheia de trabalho, só hoje pego num projecto novo e volto a costurar.

Para o fim de semana tenho como objectivo nº1 acolchoar este quilt, todo feito com tecidos da colecção “Fiona” de Anna Griffin.

Também tenho algumas outras peças em execução, nomeadamente uns vestidos novos para a Dressing Fairytales, que bem precisa. Mas está tanto, tanto calor, que imagino que não vou aguentar e vou ter de tirar uma tarde para ir à praia…

Refresquem-se!


novos fat quarters

Junho 17, 2009

Fazer conjuntos de tecidos é uma coisa que adoro. Reconheço que muitas das minhas combinações não são fáceis, as conjugações improváveis, às vezes não resultam e tenho que refazer tudo de novo.

Os primeiros conjuntos que fiz e disponibilizei resultaram de vários pedidos que tive nesse sentido e deram-me tanto gozo, como a uma criança ter uma nova caixa de lápis e quilómetros de folhas para os gastar.

Durante o fim de semana, voltei a fazer conjuntos de tecidos. Desta vez incorporei em alguns dos meus preciosos tecidos japoneses de Fairytales, a pedido de várias famílias ;)

Estão disponíveis na loja, mas tenho de destacar estes 3, os meus favoritos:

E agora, para a eterna pergunta que recebo por email:

“O que fazer com um conjunto de fat quarters?”

A minha resposta:

O que a imaginação ditar! Usados em conjunto ou em separado, podem servir para tudo o que se quiser fazer com tecidos.

Em relação ao patchwork, aqui fica uma pequena amostra do que as pessoas têm feito com os conjuntos de fat quarters:

(trabalho feito pela Carla)

(trabalho feito pela Rosário)

Inspiradores, não?…

;)